domingo, 27 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
SECA E INVERNADA - SERTÃO: UM UNIVERSO PARALELO NA LITERATURA REGIONALISTA MODERNA BRASILEIRA Maria Celeste Braga Sales Pinheiro
CENTRO DE HUMANIDADES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS
MESTRADO EM LITERATURA BRASILEIRA
PROJETO DE PESQUISA
Fortaleza - CE
Novembro – 2008
Projeto de Pesquisa apresentado como pré-requisito para avaliação da primeira fase do Curso de Pós-Graduação em Letras: Mestrado em Literatura Brasileira.
| ENTÃO...? |
9 comentários:
- mcbspf disse...
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1. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA E HIPÓTESES DE TRABALHO
Enquanto o rádio, na década de 1930, aproximava as extremidades brasileiras, a prosa ficcional nos punha em contato com um Brasil, até então, bem pouco conhecido, por meio das obras de autores como José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado e Érico Veríssimo dentre outros apresentando a diversidade regional e cultural do nosso país. Em contrapartida nos apresenta também a problemática semelhante em quase todas as regiões: a miséria, a ignorância, a opressão nas relações de trabalho e as forças da natureza sobre o homem desprotegido.
José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado como conhecedores da vivência humana nordestina fazem uma ficção de clara denúncia social e engajamento político sobre um universo paralelo denominado sertão, com características tão particulares, tão diversas e estranhas, que se divide em mundos tão bem retratados na literatura.
A proposta inicial deste trabalho é apresentar as diferentes interpretações de sertão abordadas pelos autores da literatura regionalista moderna baseadas na teoria do sertão como um universo paralelo que se divide em mundos: o mundo do sertão miserável das secas, o mundo do sertão da exploração do homem pelo homem, o mundo do sertão da luta pela sobrevivência, o mundo do sertão do fanatismo religioso, o mundo do sertão da violência e até mesmo o mundo do sertão bucólico e idílico.
Por fim, este trabalho tem como pretensão abordar o tema SERTÃO: UM UNIVERSO PARALELO NA LITERATURA REGIONALISTA MODERNA BRASILEIRA. - 14 de janeiro de 2010 22:01
- mcbspf disse...
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2. JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA (MOTIVO, RELEVÂNCIA E VIABILIDADE)
A escolha do tema decorre de uma empatia pessoal com assuntos referentes ao estilo de vida sertanejo que tenho como vivência experimentada na infância. A experiência de vida gera uma carga afetiva, a carga afetiva pode gerar interesse de vínculo e o vínculo estimula a necessidade de propagação da experiência. Tal idéia parece ser compartilhada pelos escritores regionalistas modernos que, engajados, usam de seu poder letrado para tornar público, para denunciar as diversas realidades de um universo, paralelo, chamado sertão.
Tomando como ponto de partida estudos e pesquisas bibliográficas histórico-literárias das obras de José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Jorge Amado nos romances da Literatura Regionalista Moderna Brasileira, pretendo abordar o tema do sertão, não só como cenário, mas também, como elemento determinantemente influente sobre a vida do sertanejo na composição de diferentes mundos e ou experiências baseado na teoria da visão do sertão como um universo desconhecido, um universo paralelo que precisava ser desvendado mundo por mundo.
Existem vários mundos no universo do sertão: o mundo do sertão miserável das secas, o mundo do sertão da exploração do homem pelo homem, o mundo do sertão da luta pela sobrevivência, o mundo do sertão do fanatismo religioso, o mundo do sertão da violência e até mesmo o mundo do sertão bucólico e idílico.
Esta pesquisa visa acrescer e enriquecer a literatura acadêmica com novos registros e alimentar novos questionamentos e novos “olhares” acerca do tema proposto.
A realização da pretensa pesquisa conta com documentação vasta e satisfatória para tanto. - 14 de janeiro de 2010 22:02
- mcbspf disse...
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3. OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS
Fazer uma análise crítica das obras regionalistas modernas dos autores supracitados no que diz respeito à vivência e influência do meio ambiente sertanejo no fazer literário registrando as interpretações históricas e particulares sobre o universo do sertão.
Fazer leituras de investigação profunda das obras literárias regionalistas modernas brasileiras
Analisar qualificativamente o sertão particular de cada autor e respectivas obras no que diz respeito ao tema e sub-temas
Historiar a produção literária regionalista moderna em questão
Fomentar discussões interdisciplinares tendo em foco a literatura regionalista
Pesquisar a produção literária regionalista moderna em questão
Registrar as interpretações particulares de cada autor sobre sertão - 14 de janeiro de 2010 22:02
- mcbspf disse...
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4. METODOLOGIA
Os dados serão organizados de acordo com as etapas a serem descritas pela pesquisa e analisados à luz do referencial teórico adequado ao tema e de acordo com os parâmetros que a norteiam. Pretendemos, com esses procedimentos, alcançar o êxito necessário ao cumprimento das exigências para a defesa final de uma dissertação. Posto então, algumas etapas a serem cumpridas:
Revisão bibliográfica
Pesquisa histórica
Seminários de orientação
Analise e interpretação de textos elencados na pesquisa bibliográfica
Coleta de dados e pesquisa por amostragem
Revisão do projeto inicial - 14 de janeiro de 2010 22:02
- mcbspf disse...
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5. PLANO DE TRABALHO E CRONOGRAMA
1º Semestre Relatório de atividades Disciplinas obrigatórias e optativas Revisão bibliográfica e reformulação de projeto de pesquisa Seminário de orientação
2º Semestre Relatório de atividades Disciplinas obrigatórias e optativas Análise crítica dos textos elencados na pesquisa Seminário de orientação
3° Semestre Relatório de atividades Exame de Qualificação 1º Capítulo da dissertação e sumário comentado com subitens Seminário de orientação
4º Semestre Relatório de atividades Redação final e defesa da Dissertação Revisão do texto final da dissertação Seminário de orientação - 14 de janeiro de 2010 22:03
- mcbspf disse...
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BIBLIOGRAFIA GERAL E ESPECÍFICA SOBRE O ASSUNTO
BARBOSA, Ivone Cordeiro. Sertão: Um lugar-incomum - o sertão do Ceará na literatura do século XIX. Rio de Janeiro: Relume Dumará/ Fortaleza, SECULT, 2000.
BRANCO, Samuel Murgel. A paisagem e o homem sertanejo. 4ª ed. São Paulo, Moderna, 1994.
LANDIN, Teoberto. Seca a estação do inferno. 2ª ed. Fortaleza, Editora UFC, 2005.
TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1972. - 14 de janeiro de 2010 22:03
- mcbspf disse...
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Baseado no trabalho de Ivone Cordeiro Barbosa , Sertão: um lugar incomum – o sertão do Ceará na literatura do século XVI, este trabalho tem como finalidade complementar, continuar os estudos / e / as pesquisas sobre o sertão de uma forma mais abrangente, desta vez retratando o sertão nordestino como um todo, na literatura do século XX
- 14 de janeiro de 2010 22:23
- mcbspf disse...
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SECA E INVERNADA - DUAS ESTAÇÕES: NA LITERATURA REGIONALISTA DE UM BRASIL MODERNO
- 3 de fevereiro de 2010 09:29
- mcbspf disse...
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O trabalho de pesquisa abordará os seguintes sub-temas: “DUAS ESTAÇÕES” E UMA VISÃO CIENTÍFICA DOS FENÔMENOS; O “SECULAR MARTÍRIO” E A “VIDA SEVERINA”; SECA E INVERNADA: PRINCÍPIO E FIM DA “SINA NORDESTINA”.
- 3 de fevereiro de 2010 09:30
"BATISTA DE LIMA"
Ocupa uma cadeira na Academia Cearense de Letras.Formação acadêmica
Estudou no Seminário do Crato e concluiu o primeiro grau (ensino fundamental) no Colégio José Waldo Ribeiro Ramos, em Fortaleza. Cursou o segundo grau no tradicional Liceu do Ceará. Aos 26 anos, graduou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia do Ceará, em 1975, e em Pedagogia pela Uece, em 1981. Especializou-se em Teoria da Linguagem pela Unifor.
Hoje mestre em Literatura pela UFC, Batista de Lima teve sua dissertação sobre Moreira Campos - A escritura da ordem e da desordem publicada pela Secult em 1993. O trabalho sobre o maior contista cearense, representa hoje excelente fonte de pesquisas sobre o célebre condutor do "fusquinha verde metálico". O então mestrando teve o privilégio de contar com a presença do autor e sua esposa, D. Zezé, em sua defesa.É professor comprometido com a formação de seus alunos. Leciona na Uece e Unifor, já tendo ensinado nos colégios Casimiro de Abreu, Brasil, General Osório, Júlia Giffoni e Colégio Militar de Fortaleza.
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- CURRICULUM VITAE - MARIA CELESTE BRAGA SALES PINHEIRO
MÓRBIDA PRECE - ...ISSO FOI O QUE ME ACONTECEU DEPOIS DE LER MACHADO
Deixem-me aparecer no campo da razão,
E eu em mim, dissimular o horror
Em horas depois de mim,
E a sós extraviar-me no livro de mágoas
E mais do que palavras... Ai!
Não sinto nada, não sei do fim.
Invoco a tristeza das folhas amarelas,
Testemunhas do que eu não sei ver
Nos olhos de queixa em cem palavras
Mas sem palavras para dizer
Hora eu... hora você.
E a cara vela em finais de resto
Salva a cor no sol de vitral
Numa sombra igual a mim.
Como ver e comover-me
Na memória suspensa
Em que tua figura desperta,
E a mente capta
Em ares de Áries e sonhos de éter,
Uma sombra a mais – vago ser.
Hamal Dahna- (pseudônimo)
quarta-feira, 16 de março de 2011
#(Mania de “Santana”) - VERSÃO: BY MARIA CELESTE
Quem viaja por entre aquelas duas serras, entre aqueles dois ranchos,
mundos distantes, abandonados
depara-se com um terceiro estranho morro,
na altura de uma casa.
(...)
Alí, morava Santana, e ninguém mais.
Tarde da noite, e cedo demais para ser um dia
saía sozinha pela redondeza, juntando restos de objetos abandonados.
(...)
Em casa, ia acumulando tudo no quarto:
Pedaços de pano, latas secas, garrafas vazias,
e principalmente, restos de bonecas.
Ao fim de um ano, estava o quarto, a casa
repleta de restos, do resto do mundo lá de fora.
Um vestido imundo, os cabelos enormes, desgrenhados
e a fama de esquisita, louca, se espalhando pela região.
muitas ramas sobre o telhado.
Ela não falava com ninguém.
(...)
Um dia, só cabia Santana,
no que sobrava da casa.
Outro dia...e mais outro...
e em um certo amanhecer, a porta não se abriu.
Santana estava morta, tendo nos braços as bonecas,
Reconstituídas, como novas, embrulhadas como se fossem crianças de colo.
(...)
Estava sepultada.
(...)
Hoje...
Quem viaja entre aquelas duas serras entre aqueles dois ranchos,
mundos distantes, abandonados,
depara-se com um estranho morro, o terceiro,
na altura de uma casa,
porque alí, um dia, foi uma casa.
(...)
Esse poema (ou crônica poética) que você trouxe é de uma beleza triste e profunda. Ele tem a força das histórias que se contam em voz baixa, nas noites de interior, sobre pessoas que a sociedade rotula como “loucas” e que, na verdade, carregam uma dor imensa e uma delicadeza que ninguém quis enxergar. Santana não era louca. Era alguém que tentava recompor o mundo — um mundo despedaçado — com as próprias mãos, juntando os cacos que os outros jogaram fora.
É uma narrativa circular, que começa e termina no mesmo lugar, mas com um olhar diferente: no início é só um morro estranho; no final, sabemos que ali já foi uma casa, e que ali viveu (e morreu) alguém que amava o que ninguém mais amava.
Sugestões para leitura em voz alta (ou para edição final)
Aqui vai uma versão levemente ajustada, com ritmo e pausas pensados para leitura em sala. O texto fica mais fluido, sem perder a essência nem o tom melancólico e quase fantasmagórico.
Título sugerido: O Terceiro Morro
(ler devagar, com voz baixa, quase sussurrada no começo, deixando os silêncios falarem)
Quem viaja por entre aquelas duas serras, entre aqueles dois ranchos — mundos distantes, abandonados —, depara-se com um terceiro morro estranho, na altura exata de uma casa.
Ali morava Santana. E ninguém mais.
Tarde da noite, cedo demais para ser dia, ela saía sozinha pela redondeza, juntando restos: pedaços de pano, latas secas, garrafas vazias… e, principalmente, restos de bonecas.
Em casa, acumulava tudo no quarto. Ao fim de um ano, a casa estava cheia. O quarto estava cheio. O mundo de fora, jogado fora, estava dentro.
Um vestido imundo, cabelos enormes, desgrenhados, e a fama de esquisita, de louca, se espalhando como rama sobre o telhado.
Ela não falava com ninguém.
Um dia, só cabia Santana no que sobrava da casa. Outro dia… e mais outro…
E, em um certo amanhecer, a porta não se abriu.
Santana estava morta. Nos braços, as bonecas — recompostas, como novas, embrulhadas como crianças de colo.
Estava sepultada no meio do que ela mesma reconstruiu.
Hoje… quem viaja entre aquelas duas serras, entre aqueles dois ranchos — mundos distantes, abandonados —, depara-se com um morro estranho, o terceiro, na altura de uma casa.
Porque ali, um dia, foi uma casa.
(pausa longa. Olhar para a turma)
E às vezes, quando o vento passa por entre as serras, dizem que ainda se ouve… um choro baixinho de boneca. Ou talvez seja Santana, terminando de consertar o que sobrou do mundo.
Por que essas pequenas mudanças funcionam?
- Ritmo e repetição: A repetição do início (“entre aquelas duas serras, entre aqueles dois ranchos”) cria um efeito de circularidade e de lenda oral, muito forte para leitura em voz alta.
- Imagens mais nítidas: Frases curtas e quebradas no meio dão respiração e aumentam a tensão.
- Final mais aberto e poético: Deixar a possibilidade do “choro de boneca” ou da presença de Santana mantém o mistério e o arrepio, sem explicar demais.
Onde encaixar na sua crônica maior?
Esse texto dialoga lindamente com as outras partes que você já compartilhou:
- O primeiro amor (janela, cartas, o que foi jogado no canal) → o que se perde e se guarda em segredo.
- O triângulo bizarro (o vampiro que suga, o poeta que projeta) → a tentativa de recompor algo quebrado nos outros.
- A comunidade Bom Convívio → a reconstrução coletiva do que foi descartado.
- Santana é o contraponto solitário: ela reconstrói sozinha, com restos, e morre abraçada ao que reconstruiu. É quase uma metáfora do que acontece quando a gente tenta salvar o mundo (ou o amor) sem ajuda de ninguém.
Se quiser, posso ajudar a conectar esse texto como um epílogo poético para toda a sua sequência de crônicas: “E no fim, talvez todos nós sejamos um pouco como Santana: juntando cacos, reconstruindo bonecas, esperando que alguém perceba que ali, no meio do entulho, ainda existe uma casa.”
O que achou? Quer deixar mais sombrio, mais esperançoso, ou mais seco e seco como lenda rural? Me diz o tom que você sente mais forte para esse texto.
AS PALAVRAS SÃO...
- TO BREAK FROM - LIBERTAR-SE DE
TO BREAK OUT - SURGIR ESPALHANDO-SE (DOMINANDO)
TO BREAK THROUGH - ATRAVESSAR
BREATHLESS - SEM RESPIRAR
TO BRING INTO REALITY - TORNAR REAL
BY CHANCE - POR ACASO
BY THE WAY - A PROPÓSITO/PELO JEITO
CAPTION - LEGENDA
YET - CONTUDO/TODAVIA/AINDA/JÁ
WINDMILL - MOINHO DE VENTO
WILLING - COM VONTADE
WHETHER - SE
WASTE - PERDA - UM SOL DE PRATA
SEMI - TÉRREO
SEM RASTRO E SEM NOTÍCIA DAS TERRAS CIVILIZADAS
CAAPUERA - MATO EXTINTO
CARNEIRO - SEPULTURA
TAPERA - CASA ABANDONADA
SHOGUN - CHEFE DA GUERRA - WHICH? - QUAL? (ANIMAIS E COISAS)
WHO? - QUAL? (PESSOAS)
HOW MANY? - QUANTOS? (CONTÁVEIS)
HOW MUCH? - QUANTO?(INCONTÁVEIS)
A LITTLE - POUCO
A FEW - POUCOS
JIHAD - BOA AÇÃO
EQUINÓCIO - DIA=NOITE
PRECES VOLTADAS PARA SÓIS ARDENTES
ENIGMA
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No começo de cada álbum Enigma, uma vinheta de boas vindas é ouvida. Sempre o mesmo som inconfundível de "The Voice of Enigma", apresentado de formas diferentes, em cada disco.
Muitas de suas canções são usadas em publicidade, filmes e até mesmo como ilustração de matérias jornalísticas ao redor de todo o mundo, é praticamente impossível que alguém nunca tenha ouvido ao menos um trecho de alguma de suas músicas.
Em 1993, Cretu recebeu a proposta de compor a trilha sonora completa do filme "Sliver" (1993) mas, no momento, estava desenvolvendo o segundo álbum do Enigma e estava impossibilitado de aceitar a oferta. Porém, entrega as canções Carly's Song e Carly's Loneliness, temas para a personagem Carly interpretada pela atriz Sharon Stone.
O projeto é também notável por apresentar para o grande público, o canto gregoriano, tornando-o uma grande sensação nos anos 90, para além de popularizar o uso da flauta de Shakuhachi.
As canções tais como "The Voice & The Snake" e Weightless poderiam ser vistas como canções experimentais, no uso de novos recursos de estúdio, e o uso de sons invertidos, jamais usados antes em álbuns comerciais, os mais proeminentes trabalhos em que se faz uso dessa utilização são os álbuns Le Roi Est Mort, Vive Le Roi! e The Screen Behind The Mirror, este último contem uma trilha experimental breve que consiste inteiramente em vocais invertidos, estas amostras invertidas foram menos utilizadas em Voyageur.
De um ponto de vista estatístico, cada álbum do projeto Enigma, vendeu aproximadamente metade do lançamento anterior.
Vendeu mais de 58 milhões de albuns.
O nível de sensualidade nas músicas do projeto, difere de álbum a álbum, profano em Principles of Lust (princípios da Luxúria), romântico em Gravity of Love (Gravidade do Amor), meigo na balada Return to Innocence (Retorno à Inocência), desse modo, Michael Cretu descreve a música do Enigma como sensual e não sexual.
Michael Cretu é extremamente caseiro e, reside atualmente em Ibiza (Eivissa), Espanha, morava em outro local, nos montes de Ibiza onde, até recentemente, funcionaram os estúdios de A.R.T. Mudou-se para uma outra mansão, construída com a finalidade de comportar um mega estúdio de gravação avançado (com o mesmo nome do anterior), para poder trabalhar em paz.
Michael Cretu está sob contrato com a "Virgin Records" para lançar um total de oito álbums, com o prazo de um a cada três anos. Seguindo o prazo atual, se prevê que o último álbum do Enigma será lançado em 2012. -
Membros
Michael Cretu e Sandra Cretu formam o projeto desde o começo. Outros músicos que tinham trabalhado previamente ao lado de Cretu, na produção de álbums do grupo são Frank Peterson, David Fairstein, Peter Cornelius e Jens Gad.
Os cantores que foram influentes em canções do Enigma são: "The Angel X", que forneceu os vocais para "Return to Innocence", Ruth-Ann Boyle e Andru Donalds em "The Screen Behind The Mirror" e "Voyageur". Louisa Stanley e Elisabeth Houghton emprestaram também suas vozes em "The Voice of Enigma" e "Knocking on Forbidden Doors".
Por isso Enigma não é uma banda propriamente, mas um projeto musical, os artistas são convidados somente para participarem de determinados álbuns e não do projeto em si. Discografia
Segue abaixo a discografia do projeto, sendo ele estreado por MCMXC a.D. em 1990, e tendo como último lançamento Seven Lives, Many Faces, em 2008.[1]
[editar] Álbums
* 1990 - MCMXC a.D. (Virgin)
* 1993 - The Cross of Changes (Virgin)
* 1997 - Le Roi Est Mort, Vive Le Roi!
* 1998 - Trilogy (3xCD)
* 2000 - The Screen Behind the Mirror
* 2001 - Love Sensuality Devotion: The Greatest Hits
* 2001 - Love Sensuality Devotion: The Remix Collection
* 2003 - Voyageur (Virgin Records)
* 2006 - A Posteriori (Virgin Records)
* 2008 - Seven Lives, Many Faces
[editar] Singles
* 1990 - Sadeness (Parte I) (Virgin)
* 1991 - Mea Culpa (Parte II) (Virgin Records)
* 1991 - Principles Of Lust (Virgin)
* 1991 - The Rivers Of Belief (Virgin Records)
* 1993 - Age of Loneliness | Carly´s Song (Virgin Records)
* 1993 - Return to Innocence (Virgin)
* 1994 - Age of Loneliness (Virgin Records)
* 1994 - The Eyes of Truth (Virgin Records)
* 1994 - Out from the Deep (Virgin Records)
* 1996 - Beyond the Invisible (Virgin)
* 1997 - T.N.T. for the Brain (Virgin Records)
* 1999 - Gravity of Love (Virgin Schallplatten GmbH)
* 2000 - Push the Limits (Virgin Records)
* 2001 - Turn Around (Virgin Schallplatten GmbH)
* 2003 - Voyageur (Virgin Records)
* 2003 - Following the Sun (Virgin/EMI)
* 2004 - Boum Boum (Virgin Schallplatten GmbH)
* 2005 - Hello and Welcome (Virgin Schallplatten GmbH)
* 2007 - Eppur si muove (Virgin Schallplatten GmbH)
* 2008 - La Puerta Del Cielo Seven Lives (Virgin Schallplatten GmbH)
* 2008 - The Same Parents(Virgin Schallplatten GmbH)-
ENIGMA
MADREDEUS
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Primeira fase
Concerto dos Madredeus em Aveiro, 1 de Agosto de 2005.
Em 1990 foi editado o segundo disco dos Madredeus, Existir, que teve na canção O Pastor um grande sucesso. Apesar disso, o grupo era relativamente desconhecido no estrangeiro. Isto mudou quando os Madredeus deram uma série de concertos na Bélgica onde decorria a Europália, uma exposição que no ano de 1991 foi dedicada à cultura portuguesa. Outro facto que contribuiu para que os Madredeus se tornassem conhecidos no estrangeiro foi o uso da canção "O Pastor" num filme publicitário na Grécia, à revelia do grupo. Seguiu-se um disco gravado ao vivo em Lisboa, no qual o grupo interpretava canções dos dois primeiros discos e incluía novos temas, um dos quais ("Mudar de Vida") com a participação dos guitarristas Carlos Paredes e Luísa Amaro.
Em 1994 a banda lança O Espírito da Paz, um álbum que consolida o grupo no estrangeiro. O disco alcançou o primeiro lugar das tabelas de Espanha e levou o grupo a uma longa digressão internacional, a qual incluiu o Brasil e alguns países do Extremo Oriente .
Durante as sessões de gravação de O Espírito da Paz, que decorreram em Inglaterra, os Madredeus gravaram outro disco, que seria editado em 1995. Wim Wenders, impressionado com a música do grupo, os tinha convidado para musicarem um filme sobre Lisboa, chamado Lisbon Story (no Brasil, "O Céu de Lisboa"; em Portugal, "Viagem a Portugal"), do qual o grupo foi protagonista. A banda sonora deu ao grupo ainda maior projecção internacional. -
Segunda fase
Em 1995, incorporam-se nos Madredeus os músicos Carlos Maria Trindade, no lugar do teclista Rodrigo Leão, e o guitarrista José Peixoto. Em 1996, Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes deixam o grupo e em 1997, os Madredeus gravaram o primeiro álbum com a actual formação, intitulado O Paraíso. No mesmo ano ingressa no grupo Fernando Júdice (baixo acústico).
Em 1998, o grupo foi convidado a ser a atração do concerto de abertura da Expo'98 em Lisboa, ocasião na qual se apresentaram ao lado do tenor espanhol José Carreras. A parceria inusitada renderia outros encontros futuros.
O ano de 2000 marcou o lançamento do álbum Antologia, com canções de toda a discografia do grupo até então e mais duas canções inéditas: a bossanovista Oxalá e As Brumas do Futuro, tema do filme de estréia da atriz portuguesa Maria de Medeiros como diretora, "Capitães de Abril", sobre a Revolução dos Cravos.
Em 2001, o grupo lança Movimento, o segundo álbum de estúdio com a nova formação, e depois deste alguns álbuns experimentais que causaram acaloradas discussões entre os fãs e críticos: "Electrónico", uma compilação de versões electrónicas das canções do Madredeus feitas por alguns dos músicos eletrônicos de mais prestígio da Europa, e Euforia, um álbum duplo com canções gravadas ao vivo pelo grupo com a "Vlaams Symfonisch Radio-orkest", Orquestra Sinfónica da Rádio Flamenga, da Bélgica.
Em 2004, o Madredeus entrou em estúdio e de lá saíram canções suficientes para dois álbuns: "Um Amor Infinito", dedicado aos fãs de todo o mundo, e "Faluas do Tejo", este último sendo considerado uma homenagem à cidade de Lisboa, terra natal do grupo. -
Ano sabático e projetos paralelos
O ano de 2007 foi um ano sabático para o Madredeus. Seus integrantes desenvolveram projetos paralelos ao trabalho da banda, como Teresa Salgueiro, que lançou naquele ano dois álbuns, ambos produzidos por Pedro Ayres Magalhães, e a dupla José Peixoto e Fernando Júdice, que criaram o grupo Sal unindo-se à voz de Ana Sofia Varela e a percussão de Vicky.
Os integrantes do Madredeus sempre tiveram liberdade para conduzir projectos paralelos ao grupo: Carlos Maria Trindade, Pedro Ayres Magalhães, José Peixoto e Fernando Júdice actuam frequentemente como produtores musicais. Trindade e Peixoto tem sólidas carreiras como solistas e, mais recentemente, José Peixoto e Fernando Júdice têm trabalhado em projetos conjuntos, como o álbum Carinhoso, no qual os dois músicos revisitam o repertório do compositor brasileiro Pixinguinha, e o supracitado grupo Sal.
Em 28 de novembro de 2007, porém, o anúncio da saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto tomou os fãs do grupo de surpresa. Pedro Ayres Magalhães declarou à época que o futuro do grupo era incerto e que, na opinião dele, tornar-se-ia difícil pensar em um retorno sem a presença de Teresa Salgueiro, cuja voz tornou-se emblemática para os Madredeus. Retorno do Madredeus
Em 2008, o Madredeus lançou um novo álbum, "Metafonia". Após a saída de Teresa Salgueiro, Fernando Júdice e José Peixoto, Pedro Ayres Magalhães e Carlos Maria Trindade decidiram-se por não substituir esses músicos, mas sim criar um novo ensemble ao qual chamaram A Banda Cósmica, formada pelas cantoras Rita Damásio e Mariana Abrunheiro, Ana Isabel Dias na harpa, Ruca Rebordão na percussão, Sérgio Zurawski na guitarra eléctrica, Gustavo Roriz no baixo e contrabaixo e Babi Bergamini na bateria e Jorge Varrecoso como violinista convidado. Entretanto este último participou apenas da temporada de lançamento do grupo no Teatro Ibérico e foi substituído pelo violinista António Barbosa, que passou a fazer parte efectiva do grupo. Da última formação, apenas se mantiveram Pedro Ayres de Magalhães e Carlos Maria Trindade. O novo grupo lançou em 2009 seu segundo álbum, "A Nova Aurora" mantendo a mesma formação.-
MADREDEUS
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OS DIAS SÃO À NOITE - MADREDEUS
Os dias são à noite
E as noites são de dia
Se acordo
Contigo
A mim abraçado
O sono perdido
Não deixa cuidado
Os dias são à noite
E as noites são de dia
Se acordo
Contigo
Se estou a teu lado
É doce o caminho
Deste meu fado
Os dias são à noite
E as noites são de dia -
O SONHO - MADREDEUS
Quem contar
Um sonho que sonhou
Não conta tudo o que encontrou
Contar um sonho é proibido
Eu sonhei
Um sonho com amor
E uma janela e uma flor
Uma fonte de água e o meu amigo
E não havia mais nada...
Só nós, a luz, e mais nada...
Ali morou o amor
(amor),
Amor que trago em segredo
Num sonho que não vou contar
E cada dia é mais sentido
Amor,
Eu tenho amor bem escondido
Num sonho que não sei contar
E guardarei sempre comigo -
O PASTOR - MADREDEUS (OS MAIAS)
Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou
Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria. -
O PARAÍSO - MADREDEUS
Subi a escada de papelão
Imaginada
Invocação
Não leva a nada
Não leva não
É só uma escada de papelão
Há outra entrada no Paraíso
Mais apertada
Mais sim senhor
Foi inventada
Por um anão
E está guardada
Por um dragão
Eu só conheço
Esse caminho
Do Paraíso -
O OLHAR - MADREDEUS
Olha para mim
Nos olhos
Agora
Olha para mim
Sereno
Olhar
Anda ver aqui
Nos olhos
O mar
Vem partir na sensação
De que vamos viajar
Só nós dois na ilusão
De tanto amar
Vem daí com tua mão
Que eu quero acarinhar
Vem contar-me essa visão
Do teu olhar -
O MAR - MADREDEUS
Não é nenhum poema
o que vos vou dizer
Nem sei se vale a pena
tentar-vos descrever
O mar
O mar
E eu aqui fui ficando
só para O poder ver
E fui envelhecendo
sem nunca O perceber
O Mar
O mar -
O LABIRINTO PARADO - MADREDEUS
Perdi-me num labirinto de saudade
Senti
À montanha
Dos sítios que não mudam
Subi
E ao abismo
Do vertiginoso futuro
Desci
Procurei para o sol
Procurei para o mar
Mas sem ti
No céu da paisagem daqui
Afinal não saí
Mas sem ti
No céu da paisagem
Perdi
A noção da viagem
Na pedra já mais que branda da memória,
Escrevi
Com o tempo
que o musgo vai levando a crescer
Com o brilho que a esperança nos faz
no olhar
Escrevi
Que a saudade é prima afastada do vagar
Mas sem ti
No céu da paisagem
Perdi
A noção da viagem
Mas sem ti
No céu da paisagem
Daqui
Afinal não saí
Mas sem ti
No céu da paisagem
Perdi
A noção da viagem -
O FIM DA ESTRADA - MADREDEUS
Quem será que vai me acompanhar
Quando o fim da estrada enfim chegar
Que será que vou achar
Alguém quer adivinhar
Quando a certeza for em vão
uns estão à vontade e outros não
Amanhã
Amanhã
Quem me conta o amanhã
Amanhã
Amanhã
Só vou saber amanhã
Uns vão à vontade e outros não
oiçam o que diz esta canção
- Quem virá ser o meu par ?
- Alguém quer adivinhar ?
Tenho uma pergunta para fazer,
Uma só pergunta para fazer
Amanhã
Amanhã
Quem me conta o amanhã
Amanhã
Amanhã
Só vou saber amanhã
Quem será que vai m’acompanhar
Quando o fim da estrada enfim chegar -
O CAIS DISTANTE - MADREDEUS
Que fado ou sorte
Me enleia assim
Como se fossem todos iguais
Os dias para mim
No cais distante
Sou toda a espera
Perdi as noites no mar
Mas sem te avistar
Não duram mais
Que uma quimera
Cruzei desertos
Mas não te vi
Campos, cercados
Trilhos incertos p'los quais me perdi
Por onde errei
Como o céu em fundo
Vivi enganos e desvarios
Nos oceanos ermos e frios
Sómente achei
O sal do mundo
Na tua ausência me consome não saber
Se um dia virás
E tu bem sabes como as horas da saudade
Parecem punhais
Mas nunca é tarde
Para te chamar
No mar, errante,
Por onde vais -
NÃO MUITO DISTANTE - MADREDEUS
Eu queria mais alegria,
Isso é que eu queria,
Alegria a correr todo o ano
Era só isso que eu queria, mais alegria,
Mas não foi, não foi bem, o meu caso
É que eu também já sabia,
Eu já sabia,
Já sabia qual era o engano
É que eu não tive o que eu queria, quando podia,
E depois, mais alguém, nunca mais
Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante
Quem sentiu o que eu sentia, quando partia,
E partia levando o encanto
Fica a saber que eu choro, por tanta alegria
Como eu sei, sei tão bem, e não tive
Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante
E eu disse um dia, não muito distante
Disse-lhe um dia, não muito distante -
MILAGRE - MADREDEUS
É grande o silêncio
aguardo o milagre
chegas amor finalmente,
o meu amor, mesmo tarde
e vou livremente,
contigo a meu lado
tenho o meu mundo contente
neste sonhar acordado
- onde esta a tua voz, quero ouvir a tua voz...
- onde esta a tua voz, quero ouvir a tua voz...
o desejo pretende,
louvar a saudade,
a tua voz anda ausente,
e eu estar contigo é milagre -
GUITARRA - MADREDEUS
Quando uma guitarra trina
nas mãos de um bom tocador
a própria guitarra ensina
a cantar seja quem for
eu quero que o meu caixão
tenha uma forma bizarra
a forma de um coração
a forma de uma guitarra
guitarra, guitarra querida
eu venho chorar contigo
sinto mais suave a vida
quando tu choras comigo -
ECOS NA CATEDRAL - MADREDEUS
Os teus olhos são vitrais
Que mudam de cor com o céu
E quando sorriem, iguais...
E quando sorriem, iguais...
Quem muda de cor sou eu
Tomara teus olhos vissem
O amor que trago por ti
Nem o entardecer me acalma...
Nem o entardecer me acalma...
Na ânsia de te ter aqui
E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão
Fui para um templo de pedra
Escolhi um recanto isolado
Que me faça esquecer tua voz...
Esquecer-me da tua voz...
Que me faça acordar do passado
Escondida em sítio sagrado
E não me apetece o perdão
Devo estar enfeitiçada
Náufrago do coração
E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão
Não sei se perdoo o meu fado
Não sei se consigo enfim
Um dia esquecer que teus olhos
Sorriem, mas não para mim -
DESTINO - MADREDEUS
Águas paradas
Claro luar
um quase nada
muito melhor
Nesta viagem que comecei
Grave miragem a mim chamei
Se foi meu destino
contar uma história tão breve
e longo o caminho
mas a alma quer
Se foi meu destino
Cantar com uma voz que me chora
e longo o caminho
mas a alma adora -
CLARIDADE - MADREDEUS
Suave e calma sei
Na claridade do céu vem
a luz do Sol
Breve,
Qual,
um pensamento, sempre igual...
E é tão fácil assim confirmar
o tão grande tormento
que nos faz andar em constante questão.
- Quantas são as liberdades que nos dão?
Quantas perguntas graves vão ser encontradas
Quantos vão
de mãos atadas
viver sempre em causa
causas abraçadas
perdendo essa luz
que se esconde atrás
duma
Suave e calma claridade
escondendo a luz à vontade
- Doce e calma claridade
escondes a luz à vontade
Suave e calma sei
na claridade do Sol vem...
-Quantas perguntas graves vão
[ser encontradas?
-Quantas vão, de mãos atadas viver
[sempre em causa
causas abraçadas
Perdendo essa luz que se esconde atrás
duma
Suave e calma claridade
escondendo a luz à vontade
- Doce e calma claridade
escondes a luz à vontade -
CÉU DA MOURARIA - MADREDEUS
Quando Lisboa acordar
Do sono antigo que é seu,
Hei-de ser eu a cantar,
Que eu tenho um recado só meu.
Céu da Mouraria... ouve,
Vai chegar o dia novo!
E o sol, das madrugadas todas,
Névoa de um povo a sonhar,
Os teus mistérios, Lisboa,
São, as pombas que ainda há... -
CARTA PARA TI - MADREDEUS
Fico
Para ti
Como sou
Aqui espero
Desespero
Como era
Sou quem era
Foi assim
Foi no tempo que passou
Foi sentir o teu olhar
Por mim fica quem já me chamou
Assim
Era
Para ti
Como sou
É o tempo
Que lamento
Vou esperar
Não vou esquecer
Foi assim
Que o tempo parou
Num lugar em mim
Que p´ra ti ficou
Estou aqui
No desejo
Do que vi
Do que vejo
Quero saber de ti
P´ra voltar a ver
Em mim o que vi
E não vou esquecer
Estou aqui
No desejo
Do que vi
Do que vejo
Fico
Para ti
Como sou -
AS PALAVRAS AUSENTES - MADREDEUS
Junto a ti
É que eu aprendi
A deixar ficar o silêncio
as palavras ausentes
Foi assim
Aprendi assim
Que é bom ficar em silêncio
Quando o amor, manda
Ai, é a saudade quem fala assim
É o amor que se ouve assim
Neste silêncio em que eu descobri
Que é bom ficar junto a ti
Foi assim
Aprendi assim
A deixar ficar o silêncio
As palavras ausentes
Ai, é a saudade quem fala assim
É o amor que se ouve assim
Neste silêncio em que eu descobri
Que é bom ficar junto a ti
Neste silêncio em que eu aprendi
A ficar bem junto a ti
Neste silêncio que descobri
Quando estou bem junto a ti -
AO LONGE O MAR - MADREDEUS
Porto calmo de abrigo
De um futuro maior
Inda não está perdido
No presente temor
Não faz muito sentido
Já não esperar o melhor
Vem da névoa saindo
A promessa anterior
Quando avistei
Ao longe o mar
Ali fiquei
Parada a olhar
Sim, eu canto a vontade
Canto o teu despertar
E abraçando a saudade
Canto o tempo a passar
Quando avistei
Ao longe o mar
Ali fiquei
Parada a olhar
Quando avistei
Ao longe o mar
Sem querer deixei-me
Ali ficar -
AJUDA - MADREDEUS
(...)
Sou assim
Sou este mistério
Maoir que tudo
Que acontece
No meu Mundo
Vontade
Mistério
Verdade
Ajuda
A Cantar
Lá vou nesta terra
Ao Meio do Mundo
E amanhece
O Futuro -
AINDA - MADREDEUS
Vou dizendo
Certas coisas
Vou sabendo
Certas outras
São verdades
São procuras
Amizades
Aventuras
Quem alcança
Mora longe
Da mudança
Do seu nome
Alegria
Vã tristeza
Fantasia
Incerteza
São verdades
São procuras
Amizades
Aventuras
Quem avança
Guarda o amor
Guarda a esperança
Sem favor
Ainda
Ainda
Ainda
Ainda -
AFINAL, A MINHA CANÇÃO - MADREDEUS
Afinal deixei
A terra natal
E cantando andei
Menos mal
Se calhar mudei
Bem sei
Que não fiquei
Igual
Tanto que passei
Tão longe daí
Que em mim um país
Construí
E assim foi melhor
Porque
Não senti o medo
E a minha canção
Lá deixava ouvir
O vento no mar
O mar a bramir
À minha canção
Chegava
Esse mar
Que eu canto
Lá por onde andei
Nem julgo saber
A viagem é
Um só lugar
Mas onde eu cantei
Ficava
Um sabor
A sal
Houve até um dia
Em que imaginei
Que sempre que eu vinha
Cantar
Vinha a maresia
Boa
Para me ajudar
E a minha canção
Lá deixava ouvir
O vento no mar
O mar a bramir
À minha canção
Chegava
esse mar que eu canto
E a minha canção
Lá deixava ouvir
O vento no mar
O mar a bramir
Na minha canção
Morava esse mar que eu canto -
ADORO LISBOA - MADREDEUS
Lisboa tem histórias de reis,
De mares e de selvas
Lisboa tem histórias de hotéis,
De espiões e de guerras
Lisboa tem lendas de heróis,
Princesas, donzelas
Lisboa tem lendas do cais,
Do fado e navalhas;
Lisboa tem a tradição,
Dos bairros antigos
Vinho e saridnhas no verão
à beira do rio
Lisboa tem os rés-do-chão
E as altas mansardas
E há que descer e subir
Por estreitas escadas
Adoro Lisboa,
Eu quero-lhe bem,
Gosto de ver as gaivotas nos céus de Belém.
Adoro Lisboa,
E as histórias que tem
E sei que há muita gente
Que adora também -
A VACA DE FOGO - MADREDEUS
À porta daquela igreja
Vai um grande corropio
À porta daquela igreja
Vai um grande corropio
Às voltas de uma coisa velha
Reina grande confusão
Às voltas de uma coisa velha
Reina grande confusão
Os putos já fogem dela
Deitam fogo a rebentar
Os putos já fogem dela
Deitam fogo a rebentar
Soltaram uma vaca em chamas
Com um homem a guiar
Soltaram uma vaca em chamas
Com um homem a guiar
São voltas
Ai amor são voltas
São as voltas
São as voltas da maralha
Ai são voltas
Ai amor são voltas
São as voltas da canalha
Ai são voltas
Sete voltas
São as voltas da maralha
Ai são voltas
Sete voltas
São as voltas da canalha
À porta daquela igreja
Vive o ser tradicional
À porta daquela igreja
Vive o ser tradicional
Às voltas de uma coisa velha
E não muda a condição
Às voltas de uma coisa velha
E não muda a condição
À porta daquela igreja
Vai um grande corropio
À porta daquela igreja
Vai um grande corropio
Às voltas de uma coisa velha
Reina grande confusão
Às voltas de uma coisa velha
Reina grande confusão
São voltas
Ai amor são voltas
São as voltas
São as voltas da maralha
Ai são voltas
Ai amor são voltas
São as voltas da canalha
Ai são voltas
Sete voltas
São as voltas da maralha
Ai são voltas
Sete voltas
São as voltas da canalha -
A TEMPESTADE - MADREDEUS
A grande nuvem escura vai-se embora
Dissolve-se a loucura da tormenta
A maré recua agora plana e lenta
As gaivotas largam terra sem demora
Sobrevoam sem ruído o seu rochedo
De tanta vaga e espuma já dormente
Enquanto o sol que brilha novamente
Lá beija a areia toda já sem medo
Fui ver
Fui ver
A tempestade
Vim a correr
Fui ver
Fui ver
A tempestade
Vim-te dizer
Destroços de madeira na corrente
Deixam ver o que em tempos foi uma proa
Pintada de carinho e muitas côres
Ao estilo desta nossa boa gente
Fica o drama dos que esperam na falésia
Por quem deus já destinou à eternidade
E é lição que contra deus não há vontade
Fica a fúria calma da grande saudade -
A SOMBRA (À MEMÓRIA DE ANTONIO VARIAÇÕES) - MADREDEUS
Anda pela noite só
Um capote errante, ai ai
E uma sombra negra cai, em redor
Do homem no cais
Das ruas antigas vem
Um cantar distante ai'ai
E ninguém das casas sai, por temor
De uns passos no cais
Se eu cair ao mar, quem me salvará
Lalalala...
Que eu não tenho amigos, quem é que será,
Lalalala...
Ai a solidão, que não andas só.
Lalalala...
Anda lá à vontade, mas de mim tem dó...
Cantar, sempre cantou
Jamais esteve ausente, ai ai
E uma vela branca vai, por amor
Largar pela noite -
OS SENHORES DA GUERRA - MADREDEUS
Lá fora estão os Senhores da guerra
E cantam já hinos de vitória
Qual é a história desta terra?
É o medo
Ali mesmo
Cá dentro estão os homens à espera
Unidos no destino da terra
Já não há memória de paz na Terra
E o medo
Ali mesmo
Ó terra
Mais um dia a nascer
Ai, é menos um dia a perder
É tão pouca a glória duma guerra
E os homens que fazem as vitórias
Já não há memória de paz na terra
E o medo
Ali mesmo -
MADREDEUS
Surgimento
1999 CERTIFICADO DE SEGUNDO LUGAR NO CONCURSO LITERÁRIO MOREIRA CAMPOS, SOCIEDADE AMIGAS DO LIVRO - (IDEAL CLUBE)
SONHO METAFÓRICO - DE NOVO! A CULPA É DO MACHADO - MARIA CELESTE 2001 ANUÁRIO DE ESCRITORES 2002 COM A OBRA SONHO METAFÓRICO, LITTERIS EDITORA (RJ).
(...)
Em certo dia, certa noite, à hora;
Eu, caindo de sono ao pé de muita coisa antiga:
De uma velha, bela rosa... agora morta.
Ía pensando... passando. Ah, bem me lembro!
Era... aquilo que sobre o chão refletia:
A sua última agonia;
Eu, ansiosa pela luz, buscava
Tirar daqueles livros que ‘estudava’,
Ou simplesmente lia o que dizia:
“Harmonias da cor e do negrume”,
Deixem-te aparecer no campo da razão,
Em horas depois de mim,
E a sós extraviar-me no livro de mágoas
E, em mais do que palavras... Ai,
Não sinto nada, só sei do fim.
(...)
Invoco a tristeza das folhas amarelas,
Nos olhos de queixa em cem palavras
Mas sem palavras para dizer.
E a cara vela em finais de resto
Salva a cor no sol de vitral
Na memória suspensa
Em que tua figura desperta, e a mente capta
Em ares de Áries e sonhos de éter,
Um substantivo nada comum
De alquimia verbal: tantálica... dolente... talvez...
Só – eu sei; perverso... profundo... à lenta dor
De um verde extra vagante
De saudades, destas, imortais
Das quais ninguém se livrará jamais.
E no silêncio amplo e calado
Só tu, palavra, é clara e fala
Movendo no ar, o vento
Naquela rígida postura o triste pensamento
Sorri-me... sorriu-me ali, por um momento
No instante... Que ali visse toda sua alma resumisse:
A rosa, o morto amor.
(...)
MEMÓRIAS SUSPENSAS - MARIA CELESTE 2001 CONCURSO ESCRITORES E ESCRITORAS DE OURO COM A OBRA MEMÓRIAS SUSPENSAS, LITTERIS EDITORA (RJ).
Outro dia eu tive um sonho acordada
E no sonho muitos anos haviam passado.
No tempo eu buscava rever um lugar,
A casa onde nasci,
Mas a casa já não existia.
Fui então à parte mais alta que havia
A procurar um outro lugar,
Uma outra casa à beira da serra
E também não existia.
Procurei o rio
Constatei que não existe mais.
Então fui à velha estrada
E me senti perdida,
Porque as curvas do velho caminho
Tinham se tornado retas e novas
E pareciam sem fim,
E não dar em lugar algum.
(...)
Mas de repente
Eu encontrei a velha e gigantesca árvore
O “meu pé de laranja-lima”
Sobre a rocha desgastada.
Parecia tão menor agora
Espremida entre duas estradas asfaltadas
Mais escura e mais triste.
Mas ela estava lá – ainda estava lá
A árvore onde por mil vezes – não sei,
Caminhei por sobre seus enormes galhos
Ou deitei-me sob eles em sua imensa sombra
quer dia, quer noite, madrugada...
adentro ...tarde
Ela estava lá – ainda!
E a sua realidade, a sua presença
Me dava a felicidade de um sonho
Por mais que distante
(...)
Esse poema que você compartilhou é de uma beleza melancólica e profunda. Ele fala de uma busca pelo passado — pela casa da infância, pelo rio, pelas curvas antigas da estrada — e encontra quase tudo desaparecido, engolido pelo tempo e pelo progresso. Tudo se foi, menos uma coisa: a árvore, o “pé de laranja-lima”, aquele refúgio gigante de outrora.
O mais tocante é como a árvore, agora menor, mais escura, espremida entre asfalto, ainda assim resiste. E é exatamente essa resistência teimosa que traz de volta um pedaço da infância perdida. Não é uma vitória completa — ela está triste, diminuída —, mas a mera presença dela é suficiente para devolver “a felicidade de um sonho”.
É como se o poema dissesse: o mundo muda, apaga quase tudo o que amamos, endireita as curvas, seca os rios, derruba as casas. Mas às vezes, só às vezes, deixa ficar uma testemunha. Uma árvore velha sobre uma rocha desgastada. E nessa testemunha sobrevivente cabe toda a infância, toda a sombra fresca, todos os galhos escalados, todas as tardes deitadas ao chão.
Obrigado por dividir isso. É daquelas peças que ficam ecoando na gente depois de ler. Você escreveu? Ou é de alguém que admira? De qualquer forma, tocou fundo.
GROK.COM
TARDE
FOTO BY MARIA CELESTE BSP
Tarde, por favor...
Madredeus
Não posso com a luz do sol, tão forte...
Ainda agora acordei
E já me estou a levantar, é cedo...
Tarde, era bem melhor,
Tarde, é sempre melhor
Já não consigo trabalhar
Nem tenho forças para mandar, em mim...
E para me sentir melhor
Preciso é de dormir até tarde...
Tarde, Tarde é que é melhor..
Tarde, Tarde por favor ..
Tarde, faça-me o favor...
Tarde, é que é melhor
É sempre melhor
Faça-me o favor
E sempre melhor
NÃO MUITO DISTANTE - MADREDEUS
Isso é que eu queria,
Alegria a correr todo o ano
Era só isso que eu queria, mais alegria,
Mas não foi, não foi bem, o meu caso
É que eu também já sabia,
Eu já sabia,
Já sabia qual era o engano
É que eu não tive o que eu queria, quando podia,
E depois, mais alguém, nunca mais
Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante
Quem sentiu o que eu sentia, quando partia,
E partia levando o encanto
Fica a saber que eu choro, por tanta alegria
Como eu sei, sei tão bem, e não tive
Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante
E eu disse um dia, não muito distante
Disse-lhe um dia, não muito distante
"O MAL NECESSÁRIO... UM MAL"
2 comentários:
- mcbspf disse...
- Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém - 28 de janeiro de 2010 21:09
- mcbspf disse...
- Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta. - 28 de janeiro de 2010 21:11




