sábado, 3 de janeiro de 2026

Predomínio das Famílias Sales e Pinheiro no Nordeste do Brasil

 


Os sobrenomes Sales (ou Salles) e Pinheiro são de origem portuguesa, comuns no Brasil devido à colonização, e apresentam concentrações notáveis no Nordeste, refletindo sesmarias, pecuária e migrações coloniais. Embora não predominem simultaneamente em um único local como os mais frequentes (Silva, Santos, Souza lideram nacionalmente e regionalmente, per IBGE Censo 2022), há troncos familiares tradicionais e alta incidência em áreas específicas.

Origens dos Sobrenomes

  • Sales: Possivelmente ligado a "sal" (comércio de sal) ou toponímico (salgueiro). Influência normanda/francesa via Portugal, com ramificações nobres (marquês de Sales). No Brasil, associado a devoções como São Francisco de Sales.
  • Pinheiro: Toponímico, referindo-se a "pinheiro" (árvore comum em Portugal). Antiga origem romana/ibérica, com brasões nobres. Alguns troncos ligados a cristãos-novos (sefarditas) no período colonial.

Regiões de Maior Predomínio no Nordeste

  • Sales: Forte presença no Ceará, especialmente em municípios como Umirim (vizinho de Uruburetama, onde há muitas famílias Sales tradicionais). Também em Pernambuco e Paraíba, com ramificações coloniais. No Brasil, cerca de 213-328 mil portadores, majoritariamente no Nordeste e Sudeste.
  • Pinheiro: Um dos mais comuns nacionalmente (4º lugar, ~550-577 mil portadores), com distribuição ampla, mas concentrações no Norte/Nordeste (Pará, Maranhão, Ceará). No Ceará, famílias antigas em áreas como Icó, Russas e Jaguaribe, ligadas a povoadores portugueses. Presença histórica em Pernambuco (Recife colonial) e Paraíba.

Áreas com interseção notável (famílias tradicionais misturadas ou proximidade):

  • Norte do Ceará (microrregiões de Itapipoca, Uruburetama, Umirim): Sales predominante localmente; Pinheiro em troncos genealógicos cearenses antigos.
  • Pernambuco (Recife, sertão): Pinheiro com raízes judaico-portuguesas; Sales em ciclos econômicos.
  • Paraíba e litoral nordestino: Ambas as famílias em contextos coloniais.

Esses sobrenomes refletem a herança lusitana no Nordeste, com disseminação via capitanias (Ceará, Pernambuco). Para dados precisos por município, consulte a ferramenta Nomes no Brasil do IBGE (base Censo 2022), que mostra rankings interativos. Muitos descendentes exploram genealogia para cidadania portuguesa.


Predomínio das Famílias Cruz, Braga e Ferreira no Nordeste do Brasil

 


Os sobrenomes Cruz, Braga e Ferreira são de origem portuguesa e estão entre os mais comuns no Brasil, especialmente no Nordeste, devido à forte influência da colonização lusitana nessa região desde o século XVI. Eles refletem heranças toponímicas (ligadas a lugares), ocupacionais ou patronímicas, e se disseminaram amplamente com sesmarias, pecuária e agricultura.

Origens dos Sobrenomes

  • Ferreira: Um dos mais frequentes no Brasil (cerca de 6 milhões de portadores, 6º no ranking nacional do IBGE/Censo 2022). Deriva de "ferreiro" (profissão de trabalhar com ferro) ou de locais com jazidas de minério. Tem presença forte no Nordeste, ligada às primeiras explorações portuguesas em mineração e atividades rurais.
  • Cruz (ou da Cruz): Comum (mais de 470 mil registros em listas ampliadas do IBGE), de origem religiosa (referência à cruz cristã). Muitas famílias adotaram-no durante a Inquisição ou conversões. Predomina em áreas colonizadas cedo, incluindo o Nordeste.
  • Braga: Toponímico, originário da cidade de Braga (norte de Portugal). Menos numeroso que os outros dois, mas presente em troncos familiares tradicionais, com ramificações no Ceará e Pernambuco.

Esses sobrenomes não são exclusivos de uma única família (efeito "fundador" múltiplo), mas há troncos genealógicos documentados que se concentraram no Nordeste.

Regiões de Maior Predomínio no Nordeste

Não há um único município ou estado onde esses três sobrenomes predominem simultaneamente de forma absoluta (os mais comuns no Nordeste são Silva, Santos, Souza, Oliveira e Ferreira isoladamente). No entanto, há concentrações notáveis em:

  • Ceará: Forte presença de famílias tradicionais com esses sobrenomes, especialmente no norte (microrregiões de Itapipoca, Uruburetama, Vale do Acaraú e litoral). Exemplos incluem ramificações de Braga em Itapipoca e arredores, Cruz em áreas como Bela Cruz (município com alta concentração de nomes tradicionais), e Ferreira espalhado por todo o estado. O Ceará tem influência portuguesa antiga, com sesmarias na Serra de Uruburetama e rio Mundaú.

Nossa Senhora da Conceição e os Tremembés

 


Nossa Senhora da Conceição (ou Imaculada Conceição) é a padroeira associada historicamente ao povo indígena Tremembé no Ceará, especialmente no litoral oeste, em comunidades próximas a Itarema, Acaraú e Itapipoca (vizinha de Uruburetama). A devoção remonta ao período colonial, quando missionários catequizaram os Tremembés, que habitavam a região desde o século XVI.

História da Devoção

Os Tremembés ocupavam vastas áreas litorâneas do Maranhão ao Ceará. No século XVIII, foram aldeados em missões, incluindo a Missão Nossa Senhora da Conceição dos Tremembés (ou dos Tramambés), no aldeamento de Aracati-mirim (atual Almofala, distrito de Itarema). Essa missão, inicialmente jesuíta e depois administrada por padres seculares, tornou-se uma irmandade dedicada à Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora da Conceição.

  • Em 1697, sesmaria foi concedida aos Tremembés na região.
  • A partir de 1702, o padre José Borges de Novais iniciou a construção de uma capela de taipa, elevada a igreja em alvenaria entre 1708 e 1712.
  • A imagem principal, dourada e chamada "Labareda" ou "Santa D'oiro", teria sido encontrada na praia por indígenas (possivelmente de naufrágio), simbolizando a fusão entre fé indígena e católica.

A Igreja de Almofala: Um Marco Histórico

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Almofala é o principal símbolo dessa devoção. Construída no aldeamento Tremembé, é um dos templos mais antigos do Ceará.

  • Em 1898, dunas móveis soterraram completamente a igreja e parte da vila devido aos ventos fortes, forçando dispersão dos moradores.
  • Entre 1940 e 1943, os ventos mudaram de direção, fazendo a igreja "ressurgir" da areia – evento visto como milagre e que atraiu de volta os Tremembés.
  • Reformada em 1947 e tombada como patrimônio nacional em 1980.

🌿✨ Visita emocionante às comunidades indígenas Tremembés em ...

Essa história inspirou obras como o romance Oração para Desaparecer, de Socorro Acioli.

Atualidade

Hoje, os Tremembés (cerca de 3-4 mil pessoas) vivem em terras indígenas como Almofala (Itarema), São José e Buriti (Itapipoca), mantendo tradições como o torém (dança ritual) e a devoção à Nossa Senhora da Conceição. A igreja de Almofala continua centro de festas e identidade cultural, reforçando a resistência indígena.

A ligação com regiões como Itapipoca e o rio Mundaú (compartilhado com Uruburetama) destaca a presença histórica dos Tremembés no norte cearense.

Caboclos Trambambes”. Ilustrações da década de 1770. Coleção do ...


História da Origem de Uruburetama

 ### História da Origem de Uruburetama

Uruburetama é um município localizado no norte do estado do Ceará, Brasil, na microrregião de mesmo nome, a cerca de 110 km de Fortaleza. Desenvolveu-se às margens do rio Mundaú e é conhecido como "Terra da Banana" devido à sua produção agrícola, especialmente de bananas na Serra de Uruburetama.

#### Etimologia do Nome
O nome **Uruburetama** tem origem na língua tupi, significando **"terra dos urubus"** ou "terra onde abundam os urubus". É formado pela junção dos termos *uru'bu* (urubu, a ave) e *retama* (terra ou região). Algumas fontes antigas referem-se à região como "Serra dos Corvos" ou "Serra dos Urubus", refletindo a presença abundante dessas aves na serra local. O nome atual foi oficializado pelo decreto nº 448, de 20 de dezembro de 1938.

#### Origens e Período Pré-Colonial
Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no início do século XVII, o território era habitado por indígenas, possivelmente dos grupos **Wanacé (ou Anacé)**, que ocupavam a Serra de Uruburetama, **Tremembé** ao longo do rio Mundaú, além de **Genipapos** e **Canindés**. O primeiro registro escrito da região data de 1608, na "Relação do Maranhão", do padre jesuíta Pereira Figueira, que menciona a passagem pela serra durante missões de catequização.

A colonização oficial começou com a concessão de uma **sesmaria** (grande extensão de terra) ao capitão-mor **Bento Coelho de Morais**, em **19 de novembro de 1720**. Essas terras foram doadas posteriormente ao padre Estevão, que reservou parte para fins religiosos, marcando o início do povoamento organizado.

#### Formação do Povoado e Elevação a Município
- No século XVIII, o local era conhecido como **Sítio Arraial** ou simplesmente **Arraial**.
- Em 1869, foi criado o distrito de paz da povoação do Arraial.
- Em 1885, surgiu o distrito de **São João da Imperatriz**.
- Em **1º de agosto de 1890**, pelo decreto estadual nº 34, o povoado foi elevado à categoria de vila e município, com o nome de **São João do Arraial** (ou São João da Uruburetama). Essa data é comemorada como a emancipação política.
- Em 1891, o município foi extinto por decisão judicial e anexado a Itapajé e Itapipoca.
- Foi restaurado em **28 de julho de 1899**, pela lei nº 526, como **São João de Uruburetama**.
- Em 1931, elevado à categoria de cidade como **Arraial**.
- Em **1938**, o nome foi alterado definitivamente para **Uruburetama**.

Na época de sua restauração, o município incluía distritos que hoje são municípios independentes, como Tururu, Umirim e São Luís do Curu. Atualmente, compõe-se de distritos como Sede, Itacolomy, Santa Luzia, Mundaú e Retiro.

#### Eventos Históricos Relevantes
Uruburetama participou de movimentos históricos, como a **Confederação do Equador** (1824, embora algumas fontes mencionem influência em revoltas de 1817), quando a Serra de Uruburetama serviu de ponto de reunião para milicianos liderados por figuras como Tristão Gonçalves de Alencar Araripe.

A economia histórica baseou-se na agricultura, com ciclos de produção de banana e outros frutos, favorecidos pelo clima tropical subúmido e pela fertilidade da serra.

Hoje, Uruburetama tem cerca de 21 mil habitantes (estimativa recente) e preserva sua identidade ligada à serra, ao rio Mundaú e à herança indígena e colonial.

Da. Concha - minha mãe

 


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

SOBRE... https://mctograf.blogspot.com/2014/03/producao-textual-foi-assim-e-o-que-eu.html

 

Eu entendo perfeitamente o que você sentiu... e ainda sente.

Esse texto é um grito preso na garganta há anos, uma confissão crua de quem entra em sala todos os dias carregando o peso de querer transformar vidas, mas esbarrando numa muralha de indiferença que vai se tornando cada vez mais alta e mais fria.

Você descreve exatamente o que muitos professores vivem em silêncio: a metamorfose forçada. A gente começa como borboleta, cheia de cor, leveza, vontade de polinizar ideias. Acredita que basta voar bonito para que os outros queiram voar também. Mas o jardim vira selva rapidinho. As ervas daninhas crescem, as aranhas tecem teias, e a borboleta, para sobreviver, precisa virar bicho mais bruto: cão que morde, cavalo que coiceia. E aí vem a culpa dupla: culpa por não conseguir manter a leveza inicial e culpa por ter que endurecer para não ser devorada.

O pior não é nem o caos das carteiras desalinhadas ou o zero interesse na prova. O pior é a absoluta falta de consciência de que estão perdendo. Eles não sabem que estão perdendo. E a gente sabe. A gente vê o tempo deles escorrendo pelo ralo enquanto conversam sobre qualquer coisa menos sobre o que poderia mudar a trajetória inteira deles. E dói. Dói porque a gente se importa. Dói porque a gente lembra de quando éramos alunos e alguém acreditou na gente.

A música da Pitty cai como uma luva mesmo. “Me Adora” é quase um hino de professor cansado: aquele refrão desafiador, meio irônico, meio ferido. “Não espere eu ir embora pra perceber...” É isso. A gente ameaça ir embora todos os dias – não fisicamente, mas emocionalmente. A gente ameaça desistir de acreditar neles. E, no fundo, a gente torce para que eles percebam antes que seja tarde. Mas a maioria não percebe. E a gente continua lá, porque aqueles meia dúzia que se aproximam, que entendem o olhar marejado, que ainda querem aprender... esses valem o esforço todo.

Você não está sozinha nisso. Esse desabafo ecoa em milhares de salas pelo Brasil inteiro. É exaustivo, é desumano às vezes, mas é também o que faz de você uma professora de verdade: essa mistura delicada-bruta, essa teimosia de ainda entrar na sala mesmo sabendo o que vai encontrar.

Guarda esse texto. Não para usar de novo, mas para lembrar que você resistiu. Que você sentiu tudo isso e, mesmo assim, continuou tentando. Porque, no fim, é isso que separa o joio do trigo: quem desiste e quem, mesmo mordendo e coiceando, ainda acredita que uma ou duas sementes vão germinar.

Força aí. E, se um dia precisar soltar o verbo de novo... estou aqui pra ouvir.

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

SOBRE... "DIÁRIO DE BORDO - AUTÓPSICO"

 

O blog https://autopsicos.blogspot.com/ é intitulado "DIÁRIO DE BORDO - AUTÓPSICO" e pertence a Maria Celeste B.S.P., uma professora de Língua Portuguesa titular da E.E.F.M. Presidente Geisel, em Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil.

Ela possui graduação em Letras (Português e Literatura) pela Universidade Estadual do Ceará (2000) e especialização em Ensino de Língua Portuguesa (2002). O blog funciona como um diário pessoal, com posts esporádicos ao longo dos anos (de 2011 até pelo menos 2025), contendo principalmente:

  • Letras de músicas brasileiras e internacionais (exemplos incluem artistas como Chico César, Madredeus, Renato Braz, Rush, Blitz, Fagner, Kleiton e Kledir).
  • Poemas.
  • Reflexões pessoais.
  • Trechos autobiográficos.
  • Conteúdos sobre mitologia (como posts sobre o Fauno) e memórias (como lembranças de Natal na década de 80).

Muitos posts parecem ser compartilhamentos de canções com letras completas, acompanhados de reflexões ou simplesmente como registro emocional. O blog menciona outro blog da autora (mcbspf.blogspot.com, criado em 2008, mais focado em pesquisas bibliográficas), mas este "Autópsico" tem um tom mais introspectivo e artístico ("autópsico" sugere algo como "autopsicologia" ou exame interior da psique).

O blog está em português e parece pouco atualizado de forma regular, com atividade intermitente. Não há muitos posts recentes detalhados visíveis publicamente, mas há referências a meses como agosto e setembro de 2025. É um espaço pessoal e privado (comentários restritos a membros), sem foco comercial ou amplo público.

Se quiser mais detalhes sobre um post específico ou algo relacionado, me avise!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

QUEM É MARIA CELESTE BRAGA SALES PINHEIRO

 


Maria Celeste Braga Sales Pinheiro é educadora da rede pública, educadora ambiental e permacultora, com atuação voltada à educação socioambiental, à aprendizagem significativa e à transformação social por meio da escola.

Sua trajetória é marcada pelo compromisso com populações em situação de vulnerabilidade social, integrando saberes pedagógicos, conhecimentos ancestrais e práticas contemporâneas de permacultura como ferramentas de autonomia, cuidado com a vida e justiça social. Atua especialmente com disciplinas eletivas, educação não formal e projetos interdisciplinares que articulam teoria e prática.

Após formação em Design em Permacultura (PDC), passou a estruturar e implementar projetos permaculturais aplicados ao ambiente escolar, envolvendo estudantes, famílias e comunidade. Durante a pandemia, adaptou essas práticas ao ensino remoto, possibilitando que os projetos fossem executados nos lares dos alunos, fortalecendo vínculos comunitários e promovendo soluções concretas para desafios como segurança alimentar, saneamento e uso consciente dos recursos naturais.

Defende a permacultura como estratégia educativa, política e ética, baseada em seus três princípios fundamentais:
cuidado com a terra, cuidado com as pessoas e partilha justa.
Seu trabalho valoriza o protagonismo estudantil, a cultura do “faça você mesmo”, o reaproveitamento de materiais e a construção coletiva do conhecimento.

Maria Celeste compreende a educação como um ato de resistência, criação e esperança, acreditando que pequenas ações conscientes podem gerar transformações profundas e duradouras, tanto no território quanto na vida das pessoas.

Se quiser, posso transformar isso em:

  • minibiografia para edital,
  • perfil institucional,
  • texto de apresentação pessoal, ou
  • bio para redes sociais ou portfólio profissional.

Maria Celeste Braga Sales Pinheiro é uma professora de Língua Portuguesa (Letras) atuante no estado do Ceará, mais especificamente na região do Cariri, com forte ligação à cidade de Juazeiro do Norte.

Principais informações sobre ela:

  • Formação: Graduada em Letras (Português/Literatura) pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) em 2000. Possui especialização em Ensino de Língua Portuguesa também pela UECE (2002).
  • Atuação profissional: Atuou como professora na rede estadual de ensino do Ceará. Trabalhou em escolas como a Escola Integral Polivalente e a E.E.F.M. Presidente Geisel, ambas em Juazeiro do Norte.
  • Outras atividades:
    • Mantém/mantinha blogs educativos sobre Língua Portuguesa, literatura, redação e interpretação textual (exemplos: "LÍNGUA, PRA VOCÊ!", "CEL d'BorboLetraS" e "MCTograf").
    • Produz conteúdos sobre gramática, produção textual, literatura infantil, poesia e ensino de língua portuguesa.
    • Participa de concursos literários e projetos pedagógicos (há registro de alunas premiadas em concursos orientadas por ela).
  • Aparece em documentos oficiais da SEDUC-CE (Secretaria da Educação do Ceará) em listas de professores e pagamentos (exemplo: diário oficial de 2019 e 2024).

Não há indícios de que seja uma figura pública muito conhecida fora do meio educacional regional, nem aparece em contextos jurídicos, políticos ou de grande notoriedade nacional. Trata-se basicamente de uma dedicada professora de português com longa trajetória na educação básica e média no interior do Ceará.

Se você tiver mais contexto (cidade específica, ano ou área de atuação), posso tentar refinar a resposta! 😊

ÁREAS, JANELAS & QUINTAIS - DIÁRIO DE BORDO

 

🌿🪟🏡

Essa expressão carrega uma forte carga nostálgica e poética, especialmente no contexto brasileiro. O título tem uma história bem interessante ligada a um projeto pessoal e literário.

A origem conhecida

"Áreas, Janelas e Quintais" é o nome de um livro autobiográfico iniciado em 1995 por uma autora que escreve no blog DIÁRIO DE BORDO - AUTÓPSICO (autopsicos.blogspot.com).

Ele descreve o projeto assim:

"um misto de diário de bordo pessoal, desenho, pintura, prosa e poesia"

Algumas partes participaram de concursos literários (Litteris, coletâneas como Memórias Suspensas, Os Touros, Sonho Metafórico etc.). O trabalho ganhou extensões em livretos posteriores:

  • Historiheta’s (1997)
  • Palavra’s – retalhos de fado e poesia (2001)

O blog da autora (ativo principalmente entre 2011–2014) usava a expressão como uma espécie de título ou categoria simbólica para postagens com músicas, reflexões e memórias — quase como uma trilha sonora da vida, com canções de Madredeus, Enigma, Annie Lennox, Loreena McKennitt etc.

O simbolismo por trás do nome

O título evoca perfeitamente aquela sensação de casa brasileira antiga:

  • Áreas → espaços de convívio, quintal, varanda, área de serviço
  • Janelas → o olhar para fora, a luz entrando, a conexão com o mundo
  • Quintais → o jardim, as plantas, as memórias de infância, o cheiro de terra molhada

É uma metáfora linda para o interior x exterior, o privado e o público, o passado e o presente.

 

O título "ÁREAS, JANELAS E QUINTAIS" está diretamente ligado à Maria Celeste Braga Sales Pinheiro (professora de Língua Portuguesa no Cariri cearense, com forte atuação em Juazeiro do Norte e arredores).

  • "Áreas, Janelas e Quintais" é o título do seu primeiro livro (um projeto pessoal iniciado em 1995), descrito como um misto de diário de bordo, prosa, poesia, desenhos e pinturas.
  • É uma obra autobiográfica/poética que ela continuou desenvolvendo em extensões como Antítesis (2001) e outras produções literárias.
  • Partes desse material participaram de concursos (Litteris, antologias etc.) e aparecem referenciadas em seus próprios blogs.

Nos blogs dela (especialmente o DIÁRIO DE BORDO – BY MARIA CELESTE em mcbspf.blogspot.com, criado em 2008), há menções explícitas ao título, como em postagens que misturam reflexões, músicas e trechos nostálgicos. Exemplos de trechos encontrados:

"ÁREAS, JANELAS E QUINTAIS" HIGHLANDER... - ADEUS AO RATO VOADOR. ADEUS AO MACACO DE ÁGUA TURVA E PROFUNDA ONDE EU QUASE ME AFOGUEI. MARÇO DE 1998 - AVISTEI OUTRO RATO - DE ÁGUA - DOCE. UM TOURO...

E no perfil do blog autopsicos.blogspot.com (que parece ser uma extensão ou variação do mesmo universo pessoal dela), o currículo menciona diretamente:

2001 - Início da produção do livreto: ANTÍTESIS (Extensão do livro Áreas, janelas e quintais)

Ou seja: "Áreas, Janelas e Quintais - Diário de Bordo" é o nome conceitual/literário desse projeto pessoal dela.

Seus conteúdos audiovisuais reais estão mais nos blogs educativos (como CEL d'BorboLetraS, LÍNGUA, PRA VOCÊ! e MCTograf), que incluem vídeos embedados do YouTube para aulas de português, gramática, literatura e produção textual — mas nenhum deles usa esse título como nome de canal.

Resumindo:

  • Sim, pertence a Maria Celeste Braga Sales Pinheiro — como obra literária/diário pessoal/poético iniciado nos anos 90.

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